Estruturas de concreto armado com baixa resistividade elétrica sofrem com a vulnerabilidade da oxidação de suas armaduras.
A baixa resistividade facilita a corrosão: quanto menor a resistividade elétrica do concreto, maior a sua capacidade de conduzir eletricidade. A corrosão do aço no concreto é um processo eletroquímico, ou seja, depende da movimentação de elétrons e íons. A baixa resistividade permite que essa movimentação ocorra mais facilmente, acelerando a corrosão da armadura.
Estruturas com relevância dentro do processo produtivo industrial, acusando anomalias estéticas definidoras de comprometimentos estruturais, podem estar sofrendo com essas fragilidades — e temos correções para esses casos.
Em situações de baixa resistividade do concreto, controlamos essas evoluções com a instalação de ânodos de sacrifício.
Essa técnica nada mais é do que vincular metais menos nobres às armaduras, sacrificando esses elementos para proteger as estruturas em aço.
O ânodo de sacrifício, geralmente feito de zinco ou ligas de zinco-alumínio-índio, possui um potencial eletroquímico mais negativo do que o aço da armadura. Em um ambiente com baixa resistividade, o ânodo age como o polo positivo de uma “pilha” eletroquímica, oxidando-se e corroendo-se no lugar do aço.
A diferença de potencial entre o ânodo (que se corrói) e o aço (que é protegido) cria um fluxo contínuo de corrente elétrica. Essa corrente faz com que a armadura de aço atue como cátodo, sendo assim protegida (imunizada) da corrosão.
Para o desenvolvimento dessa especificação, assim como do projeto a ser implantado, exige-se uma empresa de engenharia experiente, responsável pela elaboração do laudo e do respectivo projeto.
Como exemplo, vamos descrever a execução de um trabalho desenvolvido por nossa equipe de engenharia:
Iniciamos com a localização das armaduras, utilizando pacômetros. Nestas localizações, reconhecemos as posições das armaduras, onde locamos os furos para instalação das células, desviando esses elementos. Nessa locação, também marcamos as linhas onde temos as barras, prevendo as interligações dos ânodos com esses vergalhões.
Com as locações executadas conforme as indicações de projeto, partimos para as furações, gerando aberturas para as células de sacrifício.
Em paralelo, realizamos também as furações para instalação das interligações entre as células de sacrifício e as armaduras.
Na sequência, instalamos os ânodos nas furações.
Interligamos esses ânodos com os vergalhões.
Todos os elementos de sacrifício são interligados por meio de fiação.
Conferimos a condução elétrica do sistema por meio de leitura com voltímetros.
Posicionamos todos os elementos em posição embutida na parede.
Finalizamos com o tamponamento de todas as furacões, utilizando argamassas especiais, confinando todos os elementos.
Este sistema possui grande viabilidade quando aplicado em edificações com função relevante dentro do fluxo produtivo, mas que apresentam concretos de baixa resistividade.
O não atendimento dessas correções pode gerar um diagnóstico de comprometimento estrutural crítico e emergencial, exigindo manutenção urgente e provocando paralisação das atividades, além de lucros cessantes ao site.
Atenção com as estruturas é fundamental, principalmente em ambientes industriais de classificação IV, conforme a NBR 6118.
Laudos, pareceres e trabalhos de recuperação estrutural são com a Monteiro Engenharia.
Soluções em engenharia é com a JR Monteiro Engenharia.