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JR Monteiro

CONSTRUÇÃO DE GRANDES BARREIRAS PARA FERTILIZANTES EM MADEIRA

Características Estruturais

Armazém de fertilizantes, tendo  superestrutura principal com base em concreto armado e sistema de cobertura estruturado em madeira.

O plano de reforma,  previu a substituição integral das barreiras de contenção existentes, modeladas originalmente como paredes americanas, por um sistema otimizado de alta capacidade de carga.

Projeto

O projeto das novas barreiras de contenção, adotou soluções robustas em madeira estrutural.

Como esteios, especificamos montantes formados por duplas de pilares de eucalipto da espécie Citriodora, solidarizados mecanicamente a cada 1,50 m, apresentando diâmetro mínimo de topo de 30 cm e tratamento por vácuo-pressão em autoclave contra pragas .

Nos fechamentos, aplicamos réguas também de eucalipto,  revestidas por chapas de compensado plastificado de alta densidade, estancando  o sistema e impedindo a  contaminação ou migração do fertilizante,  entre as baias de estocagem.

Nas fundações, projetamos bases de concreto individualizadas por pares de esteios, conhecidas tecnicamente como fundações pirulito, as quais envelopamos com manta de polietileno de alta densidade (PEAD),  para proteção contra a agressividade química dos fertilizantes e da umidade.

Para o travamento linear das bases, especificamos uma viga contínua de concreto no formato de barreira New Jersey.

Para garantir a estabilidade longitudinal do sistema de armazenagem ,projetamos pórticos de solidarização em madeira nas extremidades e na região central do armazém. Esses pórticos foram  interligados longitudinalmente por tirantes metálicos de alta resistência à tração

Execuções

Iniciamos os trabalhos de engenharia com as marcações topográficas, seguidas pelas escavações das bases.

Esta fase de infraestrutura,  exigiu atenção especial devido à presença de lençol freático superficial , com forte variação de nível, sob influência direta das marés .

Nossa engenharia experiente contornou essa fragilização.

Concluídas as escavações, instalamos as fôrmas para as concretagens das  fundações. Adotando o cuidado  , instalamos nas formas, envelopes com mantas PEAD.

A ideia com a instalação desses elementos impermeabilizantes, seria a preservação de  bases e esteios,  contra  eventuais situações  nocivas a essas estruturas.

Na sequência, posicionamos as armaduras e instalamos as duplas de esteios de eucalipto, previamente solidarizados.

Todas as linhas de esteios receberam escoramentos auxiliares para garantir o prumo e o alinhamento geométrico,  durante o lançamento e adensamento do concreto nas fundações.

Com os esteios em suas fundações, iniciamos a construção dos travamentos longitudinais nas bases dessas barreiras. 

Aqui, utilizamos os elementos New Jersey , de proteção para os pés dos esteios,  em dupla função: proteção e travamento.

Construímos uma viga contínua, com dimensionamento robusto,  contemplando travamentos necessários,  assim como combatendo  os  empuxos ativos pelos movimentos de lençol.

Concretadas as vigas, realizamos os aterros , recuperando as acessibilidades laterais, permitindo a continuidade das construções.

Iniciamos então, as instalações das réguas produzindo os fechamentos entre os esteios.
Utilizamos réguas em eucaliptos , com larguras de 15 cm , estabelecendo grandes resistências laterais em nossas barreiras.
Em paralelo, fomos colocando também , os fechamentos em chapas compensadas plastificadas, prevenindo contra eventuais migrações contaminantes entre as baías .

Finalizamos o processo construtivo, desenvolvendo os travamentos longitudinais superiores ,  do sistema de armazenagem. 

Utilizamos aqui ,  tirantes rígidos em madeira, formando o que chamamos de  pórticos de solidarização. Criamos pórticos nas extremidades e na região central.

Interligando esses pórticos , aplicamos  tirantes metálicos travando o sistema como um todo.

Considerações

A análise comparativa de custo-benefício,  demonstrou a viabilidade do sistema em madeira em relação às estruturas convencionais de concreto armado.

A necessidade de implantar a contenção no interior de um armazém existente, sob solo com baixa capacidade de carga, reduziu as opções técnicas viáveis para a as estruturas em concreto armado.

O projeto em madeira tratada apresentou menor peso próprio, fundações mais esbeltas, aliviando as pressões sobre o solo , encaixando-se perfeitamente no limite orçamentário e nos prazos operacionais curtos, exigidos pelo terminal de fertilizantes.

A opção em concreto armado exigiria fundações profundas, com vigas de travamento transversal ,  prazos de cura e execuções  incompatíveis com a urgência operacional, inviabilizando-se técnica e financeiramente .

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